O time da Paraíba podia até perder por 1 a 0 que ainda assim seria campeão, devido à vantagem que conquistou ao vencer o jogo de ida em Arapiraca, no domingo anterior, por 2 a 1. Mas jogando melhor durante quase todo o jogo e com um goleiro Pantera extremamente seguro quando precisou, o time conseguiu mais uma vitória.
Campinense vence o ASA e leva a Copa do Nordeste (Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba)
Primeiro tempo tensoO Campinense tinha a vantagem, mas não quis saber de retranca. Foi para cima nos primeiros minutos e tinha bem mais posse de bola. Chegava principalmente a partir das armações do meia Bismarck, que distribuía a bola para diferentes jogadores do setor ofensivo raposeiro. O primeiro deles foi Zé Paulo, que invadiu a área, mas foi desarmado pelo goleiro Gilson.
Na sequência, Jéfferson Maranhense teve a sua chance. Ele entrou na área pelo lado direito, dividiu com o zagueiro e caiu no chão. A torcida pediu pênalti, mas o árbitro nada marcou. O Campinense gostava do jogo e aos 14 minutos teve outra bela chance. Zé Paulo de fora da área chutou forte e a bola passou muito perto da trave adversária.
Pantera faz grande defesa e salva o Campinense(Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba)
Aos poucos, contudo, o ASA começava a crescer. O primeiro bom lance do
time de Arapiraca foi aos 16 minutos. Wanderson chutou forte e rasteiro.
Pantera fez uma bonita defesa. Era o primeiro susto que a torcida
raposeira, que lotava o estádio, levava.Algum tempo depois, o time alagoano chegava mais uma vez. E mais uma vez com Wanderson. Ele avançou em velocidade, cortou do zagueiro e soltou uma bomba para outra difícil defesa de Pantera. Desta vez em dois tempos.
Nos minutos finais do primeiro tempo, a Raposa voltou a atacar com mais ferocidade. Zé Paulo, Bismarck, Panda e Jéfferson Maranhense começaram a tramar uma série de jogadas ofensivas, quase sempre pelo lado direito, e levavam bastante perigo ao gol de Gilson. Foram pelo menos três boas chances, mas a finalização insistia em sair errado.
Numa das oportunidades, Bismarck lançou Panda, que cruzou para Zé Paulo. A jogada foi muito rápida e por pouco não saiu o gol. Já nos acréscimos, mais uma vez Bismarck. Ele chutou a bola para Dedé. O volante deixou ela quicar uma vez no campo e soltou a bomba. Mais uma vez a bola passou muito perto.
Jogo foi muito acirrado no 1º tempo, com muita disputa pela bola (Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba)
Festa da Raposa no segundo tempoO treinador Oliveira Canindé não gostou nada do time no primeiro tempo. E no vestiário, gritou muito com os jogadores. Ainda assim ele voltou ao segundo tempo sem modificações. E ao que parece apenas os gritos foram suficientes.
Logo no primeiro minuto de segundo tempo, Zé Paulo partiu com extrema velocidade para o ataque. Ele entrou na área e passou para Jéfferson Maranhense fazer de peixinho 1 a 0. Festa no Estádio Amigão. Uma multidão gritava e comemorava a abertura do placar.
E o time do Campinense se empolgou com o gol. Bismarck cruzou na área, e Edvânio quase amplia. Aos 13 minutos, outra boa chance de Zé Paulo. Sempre com muita velocidade ele venceu do zagueiro, chutou e obrigou Gilson a fazer bela defesa.
O ASA também atacava, mas já sem tanta efetividade. Num dos lances, Pedro Silva, que entrara pouco antes, chutou para fora. Aos 20, mais uma vez Pedro Silva. Esta passa mais perto, mas vai novamente para fora. Pouco depois, contudo, o time alagoano sofre um grave revés, quando Glaybson foi expulso ao fazer falta dura, parando o ataque raposeiro. Ele já tinha cartão amarelo, levou o segundo e foi para o vestiário sob vaias da torcida da casa.
Ricardo Maranhão corre para festejar o segundo gol da Raposa (Foto: Magnus Menezes / Jornal da Paraíba)
Aos 26 minutos, o torcedor da Raposa já soltava gritos de “olé” e de “é
campeão”, mas o ataque do Campinense queria mais. E com 34 minutos de
jogo Danilo Portugal tocou para Dedé, que saiu em disparada. Ele entrou
na área e até poderia chutar em gol. Mas ao invés disso, passou para
Ricardo Maranhão livre marcar e fazer 2 a 0.Após o segundo gol, os dois times seguiram em um jogo franco. O ASA teve mais uma chance com Glaybson. E o Campinense também teve a sua oportunidade de ampliar. Mas o resto do jogo foi mesmo de posse de bola do time campeão, toques curtos entre um e outro até o apito final. Para alegria dos raposeiros.
Capitão do time, Roberto Dias ergue a taça de campeão e faz a festa da torcida no Estádio Amigão(Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba)
Fonte: Globoesporte.com/PB
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